Apesar da volatilidade, café fecha estável na semana

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Apesar da intensa realização de lucros ocorrida na quarta-feira e ontem, os futuros do café permaneceram estáveis no acumulado da semana nas bolsas internacionais. O equilíbrio veio do fato de o mercado ter rompido resistências na segunda e na terça-feira, o que desencadeou ordem compradora e elevou os preços, na ICE US, por exemplo, acima de US$ 1,2 por libra-peso.

Nas duas últimas sessões, porém, o mercado realizou lucros e devolveu todos os ganhos dos dois primeiros pregões de março e encerrou exatamente no mesmo patamar de 28 de fevereiro. Os negócios foram movimentados por especuladores, que devem continuar a pressionar as cotações devido à aproximação da colheita no Brasil.

Além da proximidade da colheita no maior produtor mundial de café, o dólar comercial foi outro fator de pressão. A moeda norte-americana vem em constante escalada, de 12 sessões consecutivas, apesar das intervenções do Banco Central do Brasil, e atingiu novo recorde nominal a R$ 4,6534 na máxima de ontem.

Segundo analistas, a desvalorização do real é motivada pela força do dólar frente a divisas emergentes, expectativas de corte na Selic em função dos impactos econômicos do coronavírus diante de revisões para menos de 2% do PIB do Brasil e perda de confiança do investidor em meio ao cenário de incertezas na política nacional e à lentidão na evolução das reformas. No fechamento de ontem, a divisa foi cotada a R$ 4,651, acumulando ganhos de 3,8% na semana.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento maio/2020 do contrato “C” fechou a sessão de quinta-feira (5/3) a US$ 1,1135 por libra-peso, exatamente o mesmo nível registrado na sexta-feira da semana passada. Na ICE Europe, o vencimento maio/2020 do café robusta encerrou a US$ 1.274 por tonelada, recuando US$ 9.

Em relação ao clima, vêm sendo observadas boas chuvas na maior parte do cinturão produtor do Brasil, o que contribui para o enchimento dos grãos, principalmente de arábica, segundo análise realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Por outro lado, a instituição aponta que alguns agentes relatam queda de frutos e dificuldade para aplicação dos tratos fitossanitários em função do clima mais úmido.

No mercado físico, ainda que negócios tenham ocorrido nos picos de alta, o Cepea informou que a maior parte dos vendedores se mantém retraída devido à menor disponibilidade de café e ao fato de os produtores aguardarem mais valorizações para vender. Os indicadores calculados pela entidade para as variedades arábica e conilon se situaram em R$ 537,74/sc e R$ 312,19/sc, com variações de 2,9% e -0,2%, respectivamente.

Fonte: Assessoria de Comunicação CNC

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