América Central e México esperam recuperar produção após ferrugem

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Depois de dois anos de prejuízos por conta da ferrugem, o México e a América Central devem aumentar a produção em 870 mil sacas em 2014/2015 para 16,2 milhões de sacas, segundo dados do relatório do United States Department of Agriculture. A produção mexicana e centroamericana contabilizam cerca de um quinto da produção mundial.

Honduras, o maior produtor da região, deve ter uma produção de cinco milhões de sacas, um aumento de 8,7% em relação à safra passada. Cerca de 25% (71 mil hectares ou 175,445 acres) da área plantada no país foi afetada pela ferrugem. O dano só não foi ainda maior por conta das variedades mais resistentes introduzidas nas últimas duas décadas.

Uma abordagem diferente é tomado por Marex Spectrom, corretagem de commodities com sede em Londres. Eles temem que haverá uma redução da produção de 3,4 milhões de sacas na safra seguinte, com maiores perdas na Guatemala e em El Salvador. Marex Spectrom esperar que o fenômeno El Niño iria voltar para a região, no segundo semestre, com a mesma força que atingiu a região em 1997. "É improvável que a América Central será acomodada sem ferrugem em 2014/2015,", diz o relatório de corretagem .

Segundo estimativas da Organização Centro-americana de Exportadores de Café, em 2012/2013 as perdas devido a ferrugem na região chegaram a 20% da produção. À época, as maiores perdas foram registradas na Nicarágua, seguido de Guatemala, Honduras, El Salvador, Costa Rica e Panamá. Já na safra passada, as maiores perdas foram em Honduras, Guatemala e Costa Rica. O prejuízo total contabilizado pela organização é de US$ 243 milhões.

Em maio, o governo dos EUA anunciou uma nova iniciativa para encontrar uma forma eficaz de combater a ferrugem, um fungo que ataca os cafezais e prejudica de forma catastrófica as exportações centro-americanas do grão. A USAid (United States Agency for International Development) informou ter costurado um plano com a Universidade de Agricultura e Mecânica do Texas, com custo estimado em US$ 5 milhões, para erradicar a ferrugem, um fungo cujo aparecimento tem efeito devastador nas plantações de café.

O plano prevê que a universidade do Texas desenvolva cepas de plantas resistentes à praga e sua posterior introdução na região onde a USAid apoia iniciativas de comércio justo.

"A ferrugem afeta empregos, negócios e a segurança de milhões de pessoas nas Américas. Temos que controlar as epidemias para garantir que os fazendeiros e os trabalhadores tenham rendimentos estáveis, que não comecem a plantar cultivos ilícitos ou sejam obrigados a migrar porque não podem manter suas famílias", disse o administrador da USAid Mark Feierstein.

Segundo a World Coffee Research, o fungo da ferrugem apareceu pela primeira vez na região em cultivos da variante Arabica na Guatemala, em 2010, apesar do casos terem se acelerado dois anos depois.

Agrolink
Leonardo Gottems

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