Agricultores usam parte da safra de café na produção de sementes em Minas Gerais

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É época da colheita do café no sul de Minas Gerais. Mas nem todos os grãos vão para a mesa do consumidor. Alguns agricultores destinam parte da safra para a produção de sementes.

O engenheiro agrônomo Alysson Fagundes, responsável pela lavoura da fazenda experimental da Fundação Procafé, usa um spray para marcar os pés de café selecionados. A escolha é feita com base na produtividade, uniformidade de maturação, qualidade do fruto e porte da planta.

A semente é separada da casca no despoupador. Depois, a semente passa pela secagem no terreiro. Esse processo exige cuidados para evitar que o embrião da semente seja afetado. A peneira separa os restos de casca e outras impurezas, mas as mãos das mulheres garantem a semente pronta para o plantio.

O sul de Minas Gerais tem 14 produtores de sementes de café distribuídos em 12 municípios. Para colher as sementes é preciso cumprir algumas exigências do Ministério da Agricultura.

“Terá que inscrever no Renasem, Registro Nacional de Sementes e Mudas, os campos de produção e comprovar a origem do material de reprodução na primeira inspeção. Depois, anualmente são feitas as inspeções desses campos”, explica João Batista Ferroni, chefe da unidade regional do Ministério da Agricultura.

A fazenda experimental de Varginha deve produzir três mil quilos de semente. O quilo é vendido há R$ 25. A colheita dos frutos para a produção das sementes vai até o início de julho. Para a safra deste ano, a estimativa é de que sejam produzidas 183 toneladas de sementes no sul de Minas Gerais.

Fonte: Globo Rural

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