Abic faz nota de esclarecimento

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Com relação à matéria publicada no dia 17 de agosto sobre analises da Proteste em marcas de café, e que teve como fonte o blog Grão Gourmet, a ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café gostaria de esclarecer alguns pontos importantes.

Inicialmente queremos lembrar que essa divulgação foi feita pela Proteste em abril de 2015. A ABIC acompanhou os resultados, tendo mantido contatos frequentes com a ANVISA para interpretar o método de analise dos fragmentos microscópicos. A conclusão é que o método de analise por fragmentos é inadequado e não assegura confiabilidade aos resultados. Duas analises do mesmo café podem apresentar resultados diferentes e com isto prejudicar a avaliação e as marcas testadas. O assunto ainda merecerá mais estudos e discussões.

A ABIC tem se dedicado desde 1989 a promover o consumo de café no Brasil, com melhoria da qualidade e da segurança alimentar, sempre incentivando as boas práticas de fabricação.

Hoje são 450 indústrias de todo o Brasil que compartilham dos diferentes programas de qualidade e certificação do café.

Desde o pioneiro Selo de Pureza, lançado em 1989, e que coleta, analisa e monitora mais de 1000 marcas a cada ano, com um total de 3.000 analises laboratoriais de microscopia, para assegurar a pureza dos cafés, até o moderno e desafiador Programa de Qualidade do Café – PQC, que criou o conceito de categorias de qualidade dos cafés – Tradicionais, Superiores e Gourmet, a ABIC tem sido apontada como um exemplo de entidade que criou a autorregulamentação do próprio setor.

O PQC já possui 600 marcas certificadas, que são coletadas e analisadas quanto as suas características sensoriais, em modelo criado e introduzido no Brasil ainda em 2004. Por isso, o Brasil tem hoje centenas de marcas de cafés gourmet e especiais, que não existiam até o ano 2000.

São 7 laboratórios e mais de 30 provadores, classificadores e graders, habilitados para provar e avaliar o café.

A classificação por qualidade com base no PQC é usada há anos como parâmetro para editais de licitação em concorrências publicas e privadas para compra do café.

Os cafés tradicionais representam mais de 90% do café consumido. São aqueles de qualidade aceitável e custo acessível à grande parte dos consumidores. E eles tem papel importante no escoamento da safra brasileira, porque sua qualidade é compatível com a grande parte dos grãos produzidos em café safra. A cafeicultura não pode dispor dos cafés tradicionais, mesmo avançando cada vez mais nos cafés de alta qualidade.

Com relação à melhoria da qualidade dos grãos crus disponíveis para as empresas, a ABIC lançou o Compromisso com a Qualidade do Café, como um programa que pretende ampliar a oferta de cafés tradicionais de qualidade media melhor para os consumidores. Além dos Superiores e dos Gourmet. Isto porque os consumidores mostram que desejam produtos diferenciados e melhores e estão dispostos a pagar por esta qualidade. ABIC e indústrias estão empenhadas em aumentar as exigências com relação à qualidade dos grãos crus que adquirem no mercado.

Atenciosamente,

Nathan Herszkowicz
Diretor Executivo da ABIC

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