À espera de dados do USDA, grãos desafiam queda geral nas commodities

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As bolsas de commodities agrícolas fecharam com quedas expressivas, acompanhando a forte aversão ao risco que tomou conta dos mercados financeiros nesta sexta-feira. Na contramão, os mercados de grãos registraram pequena alta com os participantes à espera das novas estimativas da safra dos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura do país (USDA) deve reduzir as projeções para a produção de grãos e algodão, segundo analistas.

A saída de Juergen Stark, da diretoria executiva do Banco Central Europeu (BCE), bem antes do final de seu mandato, se somou aos rumores de que a Grécia iria declarar moratória no fim de semana, negados pelo país, e às declarações da diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, sobre a desaceleração do crescimento da economia mundial. Segundo fontes, Stark teria saído em protesto contra o programa de compra de bônus do BCE, que tem sido uma importante ferramenta para combater a crise da dívida soberana na União Europeia. O anúncio de sua saída, no final deste ano, fez investidores baterem em retirada de ativos considerados mais arriscados.

Na Bolsa de Nova York (ICE), o mercado do café arábica liderou as perdas, com queda de 4,96% no contrato dezembro, seguido pelo do algodão (-1,55%), cacau (-1,31%). Suco de laranja e açúcar tiveram desempenho misto. O açúcar para outubro subiu 1,11%, mas recuou 0,54% no contrato maio. O suco para setembro perdeu 1,44% e para novembro subiu 0,75%. Em Chicago, a soja para novembro subiu 0,60% e o contrato dezembro do milho avançou 0,34%.

Fonte: Agência Estado

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