Produtores de café sofrem com prejuízos da geada em MG

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As geadas que atingiram os cafezais em Minas Gerais no início de julho podem ter causado prejuízos acima do esperado, segundo aponta a Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg). De acordo com a federação, os grãos que ainda não haviam sido colhidos tiveram a qualidade prejudicada, comprometendo a capacidade produtiva das plantas para a safra 2019/2020.

As lavouras de café mais afetadas pela geada estão localizadas justamente no Sul de Minas Gerais, maior região produtora do Estado. Os municípios mais atingidos foram Nova Resende, São Pedro da União, Conceição Aparecida e Bom Jesus. Em menor intensidade, houve danos às lavouras de Cabo Verde, Poços de Caldas e Guaxupé.

O clima para a cultura de café em 2019 vem apresentando problemas desde o início do ano, com tempo quente e seco em janeiro, chuvas acima da média em fevereiro e frio intenso com geadas agora em julho. Em entrevista ao jornal Diário do Comércio, o presidente das comissões de cafeicultura da Faemg e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita disse que está em negociações com o Governo Federal para a criação de medidas de auxílio ao setor, que também sofre com os baixos preços no mercado internacional.

“Com a geada e o clima desfavorável, essa negociação se torna ainda mais importante. Precisamos de soluções para que o produtor possa diminuir a dificuldade que vem enfrentando. Já colhemos cerca de 80% da safra e os preços continuam abaixo do custo”, disse Mesquita. Segundo ele, uma reunião está agendada para o dia 5 de agosto em Brasília para discutir a situação do setor.

“Muitos produtores de regiões diferentes estão relatando perdas superiores a 20% frente ao ano passado. É uma situação que nos preocupa muito. Com o advento das geadas e dos demais problemas climáticos, haverá consequências negativas na safra 2020. Aquilo que estávamos esperando, uma safra muito boa em 2020, é provável que não aconteça”, lamenta Mesquita.

DBO Via ABIC

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